(gravado em gopro com chapa em andamento....) :)
terça-feira, 24 de setembro de 2019
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Moçambique - Day 1
Este é o resultado da minha experiência de filmagem na devastação e na reconstrução que o Idai e o Kenneth deixaram. Vou filmar tudo o que vir, fotografar tudo o que der. Para já chegámos a Maputo.
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
ID Produções Criativas on it’s way!
🎬🎤🎧 NEWS FRESH!🎥🎥🎥🎛📡
🔝🔝🔝🔝🔝🔝🔝📢
Dia 9 de setembro partimos de Lisboa para filmar as consequências do kenneth e do Idai na vida de milhares de Moçambicanos. Estaremos em várias províncias em 10 dias: vamos à procura de histórias de sobreviventes e com estes relatos dar a conhecer a importância da nova fase de trabalho que agora surge - a Reconstrução.
Ainda há muito por fazer ali. Desistir não é opção. Há populações inteiras a depender do apoio da Caritas para voltar a ter casa.
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#idproducoescriativas #caritasportugal #caritasmocambique
#minifilme #reconstrucao
#2019
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Das flores na boca
Já não somos os mesmos:
se olhares para nós no espelho tu já não estás ao meu lado
e os teus olhos são agora vermelhos.
Perdeste a cor castanho de cometa que fazia os meus brilharem também.
se olhares para nós no espelho tu já não estás ao meu lado
e os teus olhos são agora vermelhos.
Perdeste a cor castanho de cometa que fazia os meus brilharem também.
Já não somos os mesmos,
nem somos juntos, nem mesmo perto
e não há nada a fazer se não chorar de joelhos no sepulcro do tempo
- é lá que vocês dormem, dizem-me os peixes.
nem somos juntos, nem mesmo perto
e não há nada a fazer se não chorar de joelhos no sepulcro do tempo
- é lá que vocês dormem, dizem-me os peixes.
Gostava de poder
chorar, mas não consigo explicar isto tudo aos meus olhos.
Se compreendidas as razões e os meus olhos começassem
iriamos os quatro na corrente: o choro daria um rio e mal nos aguentaríamos de mãos dadas na água que nos arrastaria
- assistiríamos à nossa morte outra vez.
Se compreendidas as razões e os meus olhos começassem
iriamos os quatro na corrente: o choro daria um rio e mal nos aguentaríamos de mãos dadas na água que nos arrastaria
- assistiríamos à nossa morte outra vez.
Já não somos os mesmos,
não temos a mesma língua, o mesmo estomago,
a mesma promessa de eternidade:
já nada nos liga, só o lugar da morte.
não temos a mesma língua, o mesmo estomago,
a mesma promessa de eternidade:
já nada nos liga, só o lugar da morte.
Mas isso é só mais um fim
e, se atentarmos bem, até a morte
tem beleza de flor.
quarta-feira, 20 de março de 2019
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Quando os dedos me caem
quando me disseram que ias morrer, o tempo caiu-me aos pés. mas não foi só ele a ceder vida.
com ele a boca, os olhos, o queixo, as sobrancelhas a descolarem autónomas de mim.
trocaria o meu lugar pelo teu.
sabes, faria isso não por não amar a minha própria vida, mas exatamente por amá-la tanto e considerar que seria um desperdício ser-te negado o que eu tenho e tive: um mundo extraordinário e a possibilidade de viver nele todos os dias.
o meu amor por ti nunca deixaria que isso acontecesse.
o avião que me levou até ti, nessa cidade que sempre será nossa, chorava das asas mas ninguém viu.
quando te vi nesse isolamento obrigatório, vi caírem-me com os dedos, os dentes; dentes a saltarem-me da boca em suicídio e os dedos sozinhos, um a um, subitamente congelados e frios, a estalar medo de um dia deixar de poder tocar nos teus cabelos loiros, pequenos raios de sol que nos fazem sorrir de ti.
tocar o teu corpo magro e senti-lo renascer agora a cada dia, deixa-me a impressão de que tudo voltará à normalidade e que é mesmo Natal. o verdadeiro. o do verdadeiro Amor e do verdadeiro renascimento.
o meu amor por ti será sempre eterno como esse sol que trazes contigo: esse sol que também me faz querer escrever quando o vejo.
se me deixares, a minha escrita é sepultada.
as minhas mãos sem dedos. o meu pensamento e a minha dor desterrar-me-iam para um mundo onde há fim.
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