Já há tanto tempo que não mordia as minhas mãos para expiar a minha culpa. Morder a mão até a marca dos dedos poder ser moldada a gesso ou testada por nova colocação da mandíbula
- de forma doce e terna
e ali confirmar tamanho e forma sem a pressão da força bruta.
Já há tanto tempo que não mordia as minhas mãos, a carne gorda da curva do polegar ou o seu osso,
para aquele que é o momento da libertação da minha angústia e do meu medo: as minhas marcas.
Já há tanto tempo que não sentia o alívio que nasce dos meus dentes, a liberdade depois da aflição,
a cura do erro e da culpa.
Já há tanto tempo que não mordia as minhas mãos para expiar a minha culpa.
sábado, 17 de março de 2012
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
-
Querida Avó, Hoje sonhei contigo. Não foi um sonho, foi uma presença. Estavas na casa onde vivo – não naquela onde pacifica...
-
Não sobrou nada aqui, avó. Não há sequer a madeira encarquilhada da tua casa, a oliveira dentro da sala, o meu baloiço-pneu que m...
-
Não devia ter falado com o tecto do teu quarto hoje de madrugada. Não devia ter falado com o tecto do teu quarto hoje de madrugada. Não ...

Sem comentários:
Enviar um comentário