terça-feira, 24 de abril de 2012
Amor-te (II)
Amo-te três vezes a vida toda
três vezes a bruma,
o rio
e a estrada
três vezes o mundo todo
três vezes o corpo depois do exorcismo
Amo-te três vezes a vida toda
três vezes o teu tempo
três vezes o meu
três vezes o hábito dos mortos
Amo-te três vezes a vida toda
três vezes os teus braços
três vezes o teu peito
três vezes o meu medo debaixo das unhas a gritar por nós
presos
pelo
corpo.
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Amor-te mil vezes a vida toda mas é difícil.
ResponderEliminarGosto muito do poema e em particular do verso:
três vezes o corpo depois do exorcismo
Onde está o amor-te(|), não o consegui encontrar?