Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Apresentados

Do nada que é tudo

Eu era mais sozinha antes de ti: não numa solidão profunda, mas numa solidão escolhida e amada.
O tempo ensinou-me o que não quero mais e na prática tu não tinhas nada para me dar a não ser um futuro árido sem flores.
Eu preciso de flores, sabes? De flores. De água. De jardins. De ser
(eu preciso tanto de ser)



Minto. Tu tinhas coisas para me dar. Tu tinhas o teu corpo e os teus olhos. Tinhas os teus olhos. E tinhas a maciez da tua barba que servia de casa à minha pele. A tua ausência hoje é um motor de uma bomba de um poço que me arranca a escrita: comigo foi sempre assim. É ela e não eu. Quando estou vazia ela entra com as palavras atrás como a maioral de um gang.
Há dias em que as palavras chegam sóbrias, mas tantas vezes chegam embriagadas agarradas às paredes e a rir, tantas vezes descompostas, tantas vezes como vizinhas do lado que eu nunca convidei a entrar 

(eu nunca quis escrever mas elas)


estatelam-se no sofá, esfregam-se pelas paredes do meu quarto, empurram-me para cima d…

Mensagens mais recentes

Do dia do nunca mais

Texto Capazes - " Se eu um dia fizer um aborto"

Aniversário em flor

TEXTO CAPAZES: "Digam-me lá como é que eu tenho de envelhecer, sff"

Texto - Capazes

Está aberto um grande concurso!

CAPAZES - Anitta e o seu polémico rabo: o feminino impossível?

Concurso audiovisual

TSF - Livro "O Padre das prisões"

Da decisão