quarta-feira, 28 de outubro de 2015

3 Mandamentos do Mundo





Para a minha Ophelia que vive em Braga e não deseja mais o rio





1º Mandamento
Ama-te

2º Mandamento
Ama

3º Mandamento
Deseja amar.

(autor anónimo)




sábado, 24 de outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Encontro de escritores em Famalicão - 23 e 24 de outubro



Dia 23 e 24 estarei por aqui!
Entrada gratuita!



Até Sempre



Até Sempre, Duarte



Nunca me soube despedir de pessoas. Não vou, com certeza, saber despedir-me de ti.
Mas queria que soubesses que sei que só podes estar entre as nuvens, a rir-te, com aquele sorriso grande que achavas que eu também tinha.

Obrigada por todo o teu amor, por todo o teu reconhecimento, por teres ido a correr comprar o CM quando escreveram sobre nós: por torceres por aquilo que está a chegar.

Que pena que não vais estar por aqui quando for maior.


Até Sempre


Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera, 
Se eu já estiver morto, 
As flores florirão da mesma maneira 
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. 
A realidade não precisa de mim. 

Sinto uma alegria enorme 
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma 

Se soubesse que amanhã morria 
E a Primavera era depois de amanhã, 
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. 
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? 
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; 
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente, 
Porque tudo é real e tudo está certo. 

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. 
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. 
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. 
O que for, quando for, é que será o que é. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Da felicidade dos vivos






Olha para mim agora aqui,
 onde não há tempo:
e só nós os dois sobrámos ao mundo todo
aqui num colchão no chão.

Olha para mim, aqui,
a ver o teu corpo
e a espreitar-te o mundo pelos olhos
como se fosses o mundo e o mundo fosse o aglomerado de todos os teus ossos brancos
debaixo da pele.

Olha para mim, aqui, dentro de ti
a ver-nos ser corpo
e veia de carne
de corpo limpa de sangue.

Olha, aqui, para mim
eu que nunca tive medo
e que nunca fechei os olhos para não ver
(eu que sempre tive tanto medo de não ver)
Eu e tu,
em nome do Pai
do Filho
e do Espírito Santo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Não nos morras, Luaty



Esperamos a qualquer altura que a morte de Luaty seja uma realidade. A verdade é que um herói morto não fará nada por Angola. Não resisto a publicar aqui um texto da autoria da jornalista Carla Adão sobre a vida deste herói, tão à margem de todos os outros heróis.




CARTA ABERTA PARA LUATY
Nunca nos conhecemos, mas talvez saibas quem sou!
Sou uma angolana que pelas circunstâncias da História nunca viveu na sua terra.
Triste com a realidade do meu país vivia, no entanto, na apatia da distância. A tua determinação despertou-me a raiva contra situações com que não concordo.
Admiro a tua dignidade, coragem e determinação. Receio, no entanto, que as consequências da tua greve de fome se esmoreçam rapidamente se morreres.
Muitos te chamam de herói, mas de que nos serve um herói morto? Desses já os temos! A melhor forma de mudar o nosso país é continuares vivo, a inspirar outros jovens a terem a tua determinação. Já inspiraste um movimento de luta pela libertação do grupo, vamos continuar esse movimento, não vamos deixar morrer essa chama... Mas precisamos de ti vivo, para que este seja um rastilho de uma reação em cadeia para libertar, não só, os 15+1 mas todo um país e todo um povo que vive refém de um regime e dos seus bajuladores.
A tua filha precisa de ti, a tua família precisa de ti, mas todo um povo precisa de quem o inspire para a mudança. Acredito que podes ser tu. Vivo!
Não facilitar a vida aos que querem livrar-se de ti, por seres um homem capaz de morrer pelas tuas convicções.
Fico à espera de um dia poder apertar-te a mão e agradecer- te por me teres ajudado a sentir de novo angolana, ainda que indignada!


CARLA ADÃO
Jornalista


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Obrigada, special one




Porque



Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Toda a dor do mundo










mil vezes o meu útero ao teu
mil vezes a minha barriga por crescer
mil vezes a minha dor

mil vezes os meus orgãos
mil vezes as agulhas na minha pele
mil vezes as minhas pernas abertas.

mil vezes tudo o que de mau possa acontecer,
mil vezes os meus gritos e a minha sorte
mil vezes em mim toda a dor do mundo.


mil vezes as minhas lágrimas
mil vezes as minhas entranhas
mil vezes a minha dor.

domingo, 4 de outubro de 2015

Jornadas de arquitectura - Lisboa - 17 outubro



Vou estar com a minha irmã, Daniela Leitão,  na primeira mesa redonda das Jornadas de Arquitectura e Liturgia, já no próximo dia 17 de outubro em Lisboa.
Irei falar sobre a experiência do documentário "O meu Bairro",

Contamos com todos!



O documentário será exibido e a entrada é livre.

Da vida do corpo

Gostava de te puder contar coisas; que o sol já não se chama sol, nem a lua, lua nem os montes são mais habitados por flores nem por h...