quarta-feira, 5 de agosto de 2015
No dia em que Haterly morreu
Deixámos de poder dizer amor com os dedos
porque tudo o que tinhamos de tacto
virou pó,
manta velha,
rol de velhas falácias ditas por bocas sujas de velho engodo,
e os dedos deixaram de saber dizer.
Deixámos de poder dizer amor com os lábios
porque decepados,
o rosto foi invadido pelo líquido vermelho
que alimenta o corpo e lhe faz as brasas.
Deixámos de poder dizer amor com os olhos
porque o único de nós que via,
deixou de ver, e
o que era antes corpo é agora quadro,
o que era antes luz é agora gelo
o que era antes cor é agora dor.
image: Lacombe
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Querida V.
Não sei nada de ti e são 4h00 da manhã. Não sei como as mães sobrevivem sem saberem dos seus filhos e não sei em que escola isso se apren...

-
INÊS LEITÃO nasceu a 1 de Julho de 1981 em Lisboa. É licenciada em Estudos Anglo- Americanos pela Faculdade de Letras da Univer...
-
ler aqui: https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/09/24/migrantes-ajudam-a-construir-um-alentejo-absolutamente-novo-e-povoado/394895/
-
Participação no programa "A nossa tarde" RTP - 08 AGOSTO https://www.rtp.pt/play/p12651/e791162/a-nossa-tarde/1265157?fbclid=IwZ...
Sem comentários:
Enviar um comentário